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A Robótica na Saúde
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Breve história da robótica 

Quando falamos em robótica, temos que recuar, primeiramente ao termo "robô". Este foi usado pela primeira vez pelo checo Karel Capek (1890-1938) numa peça de teatro em Praga, em 1921: R.U.R. (Rossum's Universal Robots, adaptado do livro Brasileiro "A Fábrica de Robôs"). O Sr. Capek utilizava criaturas automatizadas nesta peça, inicialmente apelidadas por ele de "labori", uma referência óbvia à palavra "trabalho" derivada do latim labor. No entanto, por conselho do seu irmão, alterou o nome dessas criaturas para roboti. A palavra robô deriva do robot/roboti (singular/plural), sendo a sua raiz a palavra checa robota, a qual significa "trabalho forçado, servidão", tendo com uma de suas derivações a palavra rabu, que significa "escravo".

  Por outro lado, o termo robótica foi criado e popularizado pelo escritor de ficção científica Isaac Asimov, no seu livro " I, Robot" de 1950. Asimov, neste livro, criou as chamadas Leis da robótica, que, segundo o escritor, iriam regular os robôs no futuro:
- Um robô não pode ferir um ser humano ou, por ócio, permitir que um ser humano sofra algum mal;
- Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas pelos seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei;
- Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.  

  Quanto à construção de robôs, esta foi uma ideia que surgiu e começou a ganhar força apenas no início do século XX, face à necessidade de aumentar a produtividade e melhorar a qualidade dos produtos. É nesta época que se encontram as primeiras aplicações para o robô industrial e o chamado pai da robótica industrial foi o senhor George Devol. Graças aos inúmeros recursos que os sistemas de microcomputadores lhes oferece, a robótica atravessou uma época de contínuo crescimento que permitiu, em um curto espaço de tempo, o desenvolvimento de robôs inteligentes fazendo assim a ficção do homem antigo se tornar a realidade do homem moderno.
Robotização passa a ser o nome dado ao processo que envolve a implementação de ferramentas tecnológicas que tornam possível a automação de tarefas outrora executadas por humanos, de forma que tais atividades passem a ser executadas por meio de robôs.

  Esta tecnologia da robotização é altamente sofisticada e requer um elevado grau de conhecimento e altos níveis de desenvolvimento técnico-científico. Dentro das áreas mais comumente robotizadas, temos como exemplos a indústria automobilística, o setor computacional e as atividades médico-hospitalares.  

A robótica em si, é então a ciência que estuda a construção de robôs e trata da mecânica do sistema e dos circuitos elétricos. Podemos assim entender que os robôs eram feitos para se adaptarem em fábricas para diminuir custos e aumentar produções, uma vez que um robô não se cansa , não precisa de pausas e não tem nenhum dever Humano. Assim sendo, conseguem produzir de uma forma mais rápida, eficaz e idealmente perfeita.
Culturalmente falando, para os habitantes do ocidental o conceito de evolução humana está diretamente associado ao grau de desenvolvimento tecnológico adquirido ao longo do tempo, através do aperfeiçoamento destes objetos. Por isso, a motivação de se criar máquinas que possam substituir o homem na realização de tarefas, é uma característica da própria cultura ocidental.
O que se tem verificado ao longo do tempo, é que cada vez mais as pessoas utilizam os robôs para realizar as suas tarefas. Esta tecnologia, hoje adaptada por muitas fábricas e indústrias, e cada vez mais, tem obtido, de um modo geral, muito sucesso em questões como redução de custos, aumento de produtividade e vários problemas trabalhistas com funcionários. Contudo, apesar das vantagens, os robôs acabam trazendo outros problemas específicos, como a decrescente necessidade de recursos humanos, e consequentemente, a demissão de vários funcionários.